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Sul-Americano sub20 / Venezuela 2009

O Paraguai de Hernán Pérez


Hernán Pérez (Médio-direito, DN: 25/2/1989, Libertad)

Embora o avançado Robin Ramírez também tenha tido um ótimo desempenho, talvez seja Hernán Pérez o paraguaio que causou mais impacto neste torneio. Não é dos mais criativos em termos de variedade de drible, mas a garra, a força e a velocidade com que ia para cima dos defesas eram suficientes para entusiasmar a plateia. Atuou predominantemente encostado ao flanco direito, mas a agressividade com que faz roturas e entra no espaço de finalização é notável. Foram várias as situações em que, sozinho, superava três ou quatro adversários em corrida com bola e, de seguida, ainda tinha a resistência necessária para rematar à baliza com lucidez. Deixou muito boas impressões.



Robin Ramírez (Avançado-centro, DN: 11/11/1989, Libertad)


Avançado rápido, brigão e que não dá uma bola por perdida. Tende a deslocar-se para o flanco esquerdo e depois fazer a diagonal rápida para dentro, procurando a rotura ou o remate com o pé direito. Talvez ainda precise de levantar mais a cabeça e de refinar um pouco o modo como define o passe (e alguns remates). No entanto, são muito mais as suas qualidades que os defeitos. Marcou bons golos neste torneio, um dos quais na sequência de uma excelente receção orientada para um remate fortíssimo em direção à baliza boliviana. Formou uma boa dupla com Federico Santander, o avançado (mais fixo) que preencheu a vaga que no início da prova pertencia ao inoperante Luis Páez.


Gustavo Cristaldo (Lateral/médio-esquerdo, DN: 3/5/1989, Libertad)


Mais um destaque do Libertad. Também alinhou como lateral-esquerdo em sistema de quatro defesas, mas foi no meio-campo que melhor se conseguiu exprimir - junto ao flanco esquerdo ou mesmo progredindo pela zona central, com condução rápida da bola no pé canhoto. Gustavo Cristaldo não é brilhante no drible, mas foi um dos mais elementos mais ativos do Paraguai, demonstrando um imenso “pulmão” para conferir mobilidade ao desenho ofensivo da equipa. Tomou a responsabilidade em grande parte das bolas paradas.


Nicolás Martínez (Médio-ofensivo, DN: 15/2/1989, Olimpia)


Só foi titular em quatro dos nove desafios do Paraguai na prova, mas facilmente se percebeu que é um belo jogador. Quando este camisola 10 recebia a bola era muito difícil alguém lha tirar. Conseguia mantê-la colada ao pé direito e protegia-a muito bem dos adversários. Bom drible, capacidade de aceleração e de equilíbrio são características deste promissor médio-ofensivo.


Ronald Huth (Defesa-central, DN: 30/8/1989, Liverpool)


Este defesa-central mostrou ter muito mais poder físico do que a grande maioria dos adversários que encontrou ao longo da competição, mas nem por isso os dominou da melhor forma. Ronald Huth revela alguma lentidão, limites técnicos e ainda tem de melhorar no tempo de entrada aos lances, uma vez que comete várias faltas desnecessárias (e muitas vezes duras). Falta de tração? Descontrolo emocional? Má leitura dos lances? Normalmente Huth tem supremacia no jogo aéreo porque o corpo o permite, mas apenas isso não chega para se tornar um dos melhores. Pertence ao Liverpool, veremos como cresce.



Resultados:

Primeira fase

Brasil (1-1: Pérez 78)
Uruguai (2-4: Ramírez 21, Santander 90+2)
Bolívia (5-1: Ramírez 21, 74, 83, Cristaldo 77, Ortiz 90+1)
Chile (2-1: Santander 52, 59)

Fase Hexagonal

Argentina (1-1: Pérez 60)
Venezuela (3-0: Santander 5, Pérez 68, Ramírez 84)
Colômbia (1-2: Pérez 55)
Uruguai (2-2: Paniagua 15, 32)
Brasil (1-0: Pérez 56)


Luís Catarino
Fotos: Reuters

» 2009-02-20
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