Europeu sub17 / Turquia 2008
Aaron Doran e Richard Towell
Aaron Doran (Extremo-direito, nascido a 13/5/1991) 
Teria sido interessante observar Aaron Doran noutro enquadramento. Cunningham e Murphy não deram suficiente profundidade ao ataque, o capitão/médio-centro Clifford limitou-se a lutar e a executar passes longos, ao mesmo tempo que os laterais Gunning e Ormsby não apoiaram da melhor forma. Face às várias limitações da selecção irlandesa, Doran teve de sair frequentemente da sua posição original de médio/extremo-direito para zonas interiores e, assim, tentar dinamizar a equipa noutras áreas do campo. É um jogador com uma excelente atitude competitiva e com velocidade, força e resistência física para recuar, marcar e fechar os espaços ao adversário em tarefas defensivas. Trata bem a bola e tem clarividência para definir os movimentos ofensivos, especialmente partindo do flanco, onde consegue ganhar condições para cruzar. Contudo, como já foi referido, raramente teve um bom acompanhamento por parte dos seus companheiros e muitas vezes as jogadas não tiveram melhor consequência por esse motivo. Faz parte dos quadros do Blackburn Rovers, juntamente com o defesa-esquerdo Gunning.
Richard Towell (Médio-defensivo, nascido a 17/7/1991)
Esteve indisponível para defrontar a França na primeira jornada e, uma vez que o segundo jogo, com a Suíça, não teve transmissão televisiva, só nos foi dada oportunidade de o ver actuar na última jornada da fase de grupos. No entanto, aquilo que Richard Towell mostrou no desafio contra a Espanha deixa antever um futuro promissor e valerá a pena acompanhar o seu crescimento nos próximos tempos (pertence aos escoceses do Celtic). Revelou rapidez de antecipação à frente da linha de defesas e foi um dos jogadores mais esclarecidos da República da Irlanda, que, apesar de ter derrotado Portugal na eliminatória de Elite, não conseguiu fazer melhor do que terminar a fase final com 0 pontos. Além do comportamento eficaz nas acções defensivas, designadamente no desarme, destaque-se a forma extremamente hábil e confiante com que controlava a bola. Não é todos os dias que nas ilhas britânicas surge um médio-defensivo tão apto do ponto de vista técnico e que simultaneamente seja rápido, destemido e intuitivo.
Luís Catarino
» 2008-05-15