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Europeu sub17 / Turquia 2008

A Holanda do gigante Castillion


Um remate espectacular do espanhol Ángel Martínez, já no prolongamento da meia-final, terminou com as esperanças da Holanda em chegar à final da prova. De qualquer modo, apesar de o sonho não ter sido atingido, tratou-se de uma excelente oportunidade para nos dar a conhecer alguns dos seus melhores jogadores dos Países Baixos. Bonevacia e Castillion, ambos do Ajax, foram os que mais qualidade evidenciaram.




Rolieny Bonevacia (Médio-centro, Ajax, DN: 8/10/1991)


Não apenas pelas semelhanças físicas, mas também pelo estilo de jogo calmo e inteligente, é imediata a sensação de que ao vermos Roly Bonevacia estamos perante uma jovem réplica de Clarence Seedorf. A maneira como finta e roda com a bola controlada, de cabeça levantada, é uma imagem de marca deste mini-craque da formação do Ajax, onde é treinado por Frank de Boer. Enquanto Jordy Clasie, mais limitado tecnicamente, dedicava mais esforço na recuperação de bola, Bonevacia era o principal distribuidor de jogo, fazendo uso da sua boa visão e da capacidade para, por exemplo, executar o passe longo para colocar a bola nos extremos. A sua qualidade de passe ajuda-o a compensar a relativa falta de aceleração. Em comparação com o outro médio mais criativo da selecção, o esquerdino Rodney Sneijder (irmão de Wesley, do Real Madrid), nota-se que Bonevacia se encontra a um nível de evolução superior: é fisicamente mais robusto, apresenta mais recursos quando tem a bola nos pés, mas também é mais disponível no momento defensivo. Esporadicamente, pode preencher o posto de lateral-direito.


Rajiv van la Parra (Extremo-direito, Feyenoord/Caen, DN: 4/6/1991)


Entre todos os jogadores holandeses, Van la Parra foi o que mostrou mais fantasia e irreverência. É um extremo-direito alto, habilidoso, com velocidade e bom drible junto à linha, tendo conseguido provocar algum pânico nos defesas adversários, especialmente na meia-final contra a Espanha, ao contrário do que aconteceu na paupérrima jornada inaugural frente à Turquia. Teve como concorrentes na posição de extremo-direito Youness Mokhtar e Lorenzo Ebicilio, ao passo que o franzino Jerson Cabral foi o extremo-esquerdo titular. Irá actuar na equipa B dos franceses do Caen em 2008/09.


Geoffrey Castillion (Ponta-de-lança, Ajax, DN: 11/1/1991)

Devido à sua elevada estatura e porte muscular de relevo, pode parecer que Geoffrey Castillion está muito longe de possuir o perfil típico do atacante holandês. Porém, aquele defesa que menosprezar a sua capacidade técnica e noção do jogo estará a cometer um grande erro. Só para dar um exemplo, a finta (em vírgula) que utilizou para bater um adversário no desafio frente à Escócia é uma boa prova de que Castillion é mais do que um ponta-de-lança que domina o jogo aéreo por causa do seu tamanho. Entende o jogo colectivo, sabe ler os movimentos dos colegas e tabelar com eles. Foi o líder da selecção treinada por Albert Stuivenberg e existe imensa expectativa em saber como será a sua evolução nos próximos anos no futebol holandês, uma vez que o potencial deste gigante parece ser bastante promissor.


Resultados:

Fase de grupos:
Turquia (0-3)
Sérvia (1-0: Castillion)
Escócia (2-0: Castillion, Van Rijhn)

Meias-finais:
Espanha (1-2 após prolongamento: Sneijder)


Luís Catarino

» 2008-05-19
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