Mundial 2010 (Qual.)
Estiven Vélez (Colômbia)

No recente embate com o Brasil – jogo a contar para a qualificação para o Mundial 2010 – o seleccionador colombiano, Jorge Luis Pinto, não viu o ponta-de-lança Radamel Falcao dar seguimento à série de exibições mais vistosas que tem produzido com a camisola do River Plate. Fadiga ou mera incapacidade técnica? Essa questão fica para outra altura.
Todavia, o que mais importa sublinhar da luta frente a um Brasil que defendeu o 0-0 praticamente desde o início, é que Jorge Luis Pinto deve ter ficado bastante agradado com o desempenho ofensivo dos dois defesas-laterais: Estiven Vélez (esquerda) e Juan Camilo Zúñiga (direita), ambos do Atlético Nacional. Ao contrário de Zúñiga, Vélez não esteve presente na última edição da Copa América 2007, mas tem provado que tem capacidades para conquistar, em definitivo, a titularidade no posto de lateral-esquerdo, que pertencia a Javier Arizala.
Estiven Vélez sobressai nas transições ofensivas, nas quais sai a jogar com facilidade, colocando em prática a sua boa capacidade técnica no passe e recepção com o pé esquerdo. Atravessa um excelente momento de forma e a sua confiança elevada foi mais notória no modo como arriscou várias vezes no 1v1 ofensivo – chegou inclusivamente a fazer “bonitos” com Ronaldinho Gaúcho pela frente. Vélez destaca-se essencialmente por ser um jogador que evolui bem em posse de bola no meio-campo adversário e que conta ainda com um bom remate exterior (não teve oportunidade de o demonstrar com o Brasil). Aos 25 anos, é indiscutivelmente uma boa revelação do futebol colombiano e ainda terá tempo para desenvolver um pouco mais a sua rapidez de leitura/compensação defensiva. De qualquer forma, comparando com Zúñiga, Vélez consegue controlar melhor o espaço defensivo e, assim, proteger os defesas-centrais com mais eficiência. Poderá ser um jogador interessante para o mercado europeu a médio prazo.
LC
» 2007-10-15