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Basileia

Basileia (breves notas)



Onze inicial na 2.ª mão contra o IFK, com possíveis alternativas.

Quando se observa a forma como joga este Basileia treinado por Christian Gross o primeiro aspecto que salta à vista é que existe um elemento no meio-campo que se destaca de todos os outros. Esse líder é Ivan Ergic e é ele que orienta e temporiza o passe na linha média. Ergic actua como médio de segunda linha, à frente de Huggel, que é muito mais limitado na construção.


O que esperar de Carlitos?

É verdade que Carlitos ainda comete alguns dos erros que já cometia quando jogava em Portugal. Por vezes aposta no 1v1 quando não é a decisão mais sensata ou prende demasiado a bola, acabando por a perder. De qualquer forma, nota-se uma ligeira evolução e a frequência com que comete esses erros é menor, tendo-se tornado num dos jogadores fundamentais do jogo ofensivo do Basileia. Carlitos é aquele que tem mais irreverência e capacidade para driblar e surpreender o adversário, mas também tem mostrado que sabe colaborar na missão defensiva.



O que pode fazer o Vitória?


Uma vez que se trata de uma eliminatória disputada a duas mãos, haverá momentos muito distintos e que requerem diferentes estratégias. As equipas terão de saber controlar, pausar, lançar ou acelerar consoante as circunstâncias, mas há determinados aspectos que podem sempre ser tidos em conta na forma como Manuel Cajuda tentará superar Christian Gross.

- Utilizar as faixas laterais no momento ofensivo de forma a atrapalhar Safari e Zanni, que sentem algumas dificuldades a fazer a protecção da zona defensiva. Essa atrapalhação aos defesas-laterais do Basileia poderá implicar um maior nervosismo em Abraham e Marque, dois defesas-centrais fortes no jogo aéreo, mas com problemas de velocidade e de execução nas dobras.

- Geralmente, Huggel actua sozinho no meio-campo defensivo, pelo que poderá ser benéfico para o Vitória se o avançado-centro (porventura Douglas) recuar de forma a aparecer nas costas do médio suíço de modo a confundi-lo. Isso poderia implicar igualmente a subida dos defesas-centrais, que irão à procura de uma referência directa na marcação, deixando, contudo, uma clareira maior entre eles e o guarda-redes. Neste tipo de jogadas, Fajardo e Carlitos poderiam ser úteis para explorar os espaços vazios ou a enfrentar situações de igualdade numérica.

- Ter sempre muita concentração no que diz respeito às movimentações e à velocidade de Carlitos (Basileia). Mais de metade dos passes de Ergic ou de qualquer outro colega do meio-campo têm Carlitos como destino e o lado direito dos suíços é aquele que habitualmente é mais utilizado para atacar. Carlitos gosta de ter a bola no pé direito, de tentar o 1v1, mas também Andrezinho (lateral-direito do Vitória) deverá estar atento porque é frequente Carlitos fazer mudanças rápidas de flanco com passes longos. A ter de tomar uma decisão, talvez seja preferível dar um pouco mais de espaço a Stocker ou a Perovic do que a Carlitos, pois os dois primeiros não são tão perigosos quando têm de desequilibrar.

- Fazer o máximo possível por controlar a zona de acção de Ergic. Mesmo quando ele não tem a bola, aproxima-se muitas vezes de Carlitos para oferecer uma linha de passe e, aí, eventualmente, cruzar para o interior da grande área ou tentar o remate exterior. Colocar Flávio Meireles como marcador directo de Ergic pode não ser a solução ideal, pois Ergic tem um alcance de jogo muito específico e bem delineado na meia-direita e depois faltaria alguém do meio-campo do Vitória para preencher a zona à frente dos defesas-centrais. Se João Alves tiver, então, mais cautelas na cobertura da zona por causa de Ergic, Desmarets terá condições para romper em diagonal pela zona central, situação na qual ele consegue ser bastante preponderante.

- À atenção da linha defensiva do Vitória: os cruzamentos de Safari e Zanni são, na maior parte das vezes, largos, direccionados ao segundo poste.

- Gjasula não tem muita facilidade em sair de zonas de aperto, mas o mesmo não acontece com Chipperfield, que possui uma sensibilidade de jogo mais evoluída. O australiano aparece muito bem nos espaços entre linhas e também faz com que Derdiyok consiga libertar-se mais vezes dos defesas-centrais adversários. O jovem ponta-de-lança suíço sabe receber a bola de costas para a baliza e tem um remate espontâneo. Actua na base do físico.


Luís Catarino

» 2008-08-09
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