Liga dos Campeões
Os 150 melhores golos - I
#150 a #51
150. Jesper Gronkjaer (Chelsea v Mónaco, 2003/4)O último da lista, mas, ainda assim, assinado com suficiente espectacularidade para integrar o agrupamento dos 150 melhores golos da Liga dos Campeões. Intencional ou não, foi um golo que produziu um bonito efeito – o mesmo se aplica, de alguma forma, a um golo de Figo contra o Manchester United. Na 2.ª mão das meias-finais de 2003/4, em Stamford Bridge, contra o Mónaco, Jesper Gronkjaer, na ala direita, faz a bola sobrevoar toda a grande área dos monegascos até parar no fundo das redes da baliza de Flavio Roma. O tento foi insuficiente para apurar o Chelsea de Ranieri para a final de Gelsenkirchen.
149. Dean Gorré (Ajax v Olympiacos, 1998/9)Médio nascido em Paramaribo, no Suriname, e que nunca vingou no futebol de top, teve o grande momento da sua carreira neste golo marcado ao Olympiacos, em 1998. Dean Gorré vê o adiantamento do guarda-redes e executa um belo chapéu que fixou o resultado final em 2-0. Para preparar o remate, beneficiou claramente da fraca pressão exercida pelos gregos.
148. Marcelo Salas (Lazio v Dínamo Kiev, 1999/2000)Rebrov inaugura para os ucranianos, Negro empata e Salas desfaz a igualdade. Tudo isto em oito minutos. Num dos mais emocionantes jogos da Lazio na Liga dos Campeões, o chileno Marcelo Salas deu a vitória aos romanos com um portentoso remate de pé esquerdo à meia volta.
147. Filippo Inzaghi (Bayern v Milan, 2006/7)Desta vez, tentem esquecer que existe a lei do fora-de-jogo. O movimento e o passe de calcanhar de Seedorf são tão brilhantes que quase não se admitia outro desfecho que não fosse o golo do Milan. Filippo Inzaghi teve o sangue frio habitual para concluir olhos nos olhos com Kahn, mas a assistência do holandês, depois de arrastar Van Buyten e deixar espaço vazio para o ponta-de-lança italiano, é de alto nível. O Milan terminou a época como campeão europeu, com dois golos de Pippo na final contra o Liverpool, em Atenas.
146. Andrea Pirlo (Milan v Schalke, 2005/6)Aquando da 6.ª jornada da fase de grupos na temporada 2005/6, o Milan não tinha o apuramento garantido. Longe disso, pois o Schalke viajou até ao Giuseppe Meazza com o objectivo de vencer e isso atiraria a equipa italiana para a Taça UEFA. O jogo estava envolvido num ambiente tenso devido à exibição do dinamarquês Christian Poulsen, que no desafio de Gelsenkirchen tinha recorrido a todos os métodos ilícitos para travar os jogadores mais criativos dos rossoneri. De volta a Milão, Andrea Pirlo marcou o primeiro golo na vitória por 3-2 com um soberbo livre directo, mas a beleza da fotografia do tento tem de ser repartida com a impotência do guardião alemão, Frank Rost, que cai de joelhos, resignado com a excelente execução do pivot-defensivo do Milan.
145. Matías Almeyda (Newcastle v Inter, 2002/3)Posicionado fora da grande área, Almeyda aproveita um ressalto após um pontapé de canto e chuta com força e convicção. A Inter venceu o Newcastle em St. James’s Park por 1-4 e embora Recoba tivesse obtido um bom tento já perto do final do jogo, o de Almeyda conseguiu ser ainda mais espectacular e perdurar na memória dos Geordies.
144. Michele Padovano (Borussia Dortmund v Juventus, 1995/6)A assistência de Del Piero é espectacular e tem o mesmo mérito que o remate final. No flanco esquerdo, Del Piero efectua um cruzamento com a parte exterior do pé direito e a bola sai com precisão em direcção à cabeça de Michele Padovano, que bate Stefan Klos. Esse golo significou o início da reviravolta em Dortmund (vitória da Juventus por 1-3), na jornada inaugural da época de 1995/6.
143. Ruud van Nistelrooij (Manchester United v Deportivo, 2001/2)O Manchester United perdeu este jogo em Old Trafford – com algumas responsabilidades para Barthez –, mas Ruud van Nistelrooij conseguiu juntar dois golos à sua larguíssima conta pessoal. O segundo foi resultado de uma boa jogada colectiva, em que o ponta-de-lança holandês recebe um passe de Beckham, entra na grande área e, sem muito ângulo, tem calma para picar a bola por cima do guarda-redes. Em Basileia, na época seguinte, fez um golo com ainda menos ângulo.
142. Ljubinko Drulovic (Porto v Hertha, 1999/2000)Drulovic correu aproximadamente 70 metros, sem que os defesas do Hertha o tivessem conseguido travar. Chegado à grande área, pára uns segundos e logo de seguida bate o húngaro Kiraly, colocando a bola junto ao poste mais distante.
141. Milinko Pantic (Borussia Dortmund v Atlético de Madrid, 1996/7)Um dos grandes marcadores de bolas paradas dos últimos anos apontou um belíssimo livre directo em Dortmund, na época de 1996/7. Milinko Pantic, quase em situação de canto curto, imprime um arco perfeito à bola, tendo esta entrado junto ao segundo poste. Foi o golo da vitória do Atlético de Madrid. Um ano antes, Del Piero tinha marcado um livre algo semelhante, ao Rangers.
140. Fred (Lyon v PSV, 2005/6)Fred provou que não é só Ronaldinho que executa a finta do elástico com sucesso. O avançado ultrapassa Aissati (PSV) com esse gesto técnico e dá o melhor seguimento com um remate imparável com o pé contrário. Nessa temporada de 2005/6, o Lyon cilindrou o PSV nos 1/8 de final e o último golo dos 4-0 em Gerland teve esse registo irreverente de Fred. Já a celebração – tira uma chupeta de dentro dos calções para a meter na boca – foi um pouco menos sofisticada…
139. Marco Simone (Milan v Casino Salszburgo, 1994/5)O Casino Salzburgo foi um adversário bastante fácil para o Milan na época de 1994/5 e, no desafio em San Siro, Marco Simone foi autor de dois golos – o último com um lance individual característico, embora os austríacos tenham sido um pouco desleixados na marcação, pois tinham de defender com mais um jogador naquela zona. Simone beneficiou dessas facilidades, finta para dentro e remata, colocando a bola junto ao poste. Um golo de belo efeito naquela que foi a melhor temporada do avançado com a camisola do Milan. Neste encontro, o guarda-redes austríaco Otto Konrad tinha sido atingido com uma garrafa na cabeça e acusado de fingir uma lesão.
138. Sidney Govou (Lyon v Olympiacos, 2005/6)O tento é de Govou, mas há que repartir o mérito com Juninho Pernambucano. O brasileiro, descaído para o flanco direito, levanta a cabeça e coloca a bola, semi-alta, no espaço vazio, evitando a zona de acumulação dos centrais gregos. Govou já tinha adivinhado a opção de Juninho, desmarca-se e apanha a bola de primeira na pequena área. Nikopolodis é surpreendido pela rapidez do lance.
137. Alexandre Goulart (Borussia Dortmund v Boavista, 2001/2)O Boavista não teve argumentos para segurar a vantagem sobre o Borussia Dortmund no Westfalenstadion, mas Alexandre Goulart pode gabar-se de ter deixado uma vasta multidão amarela em silêncio durante alguns segundos. Quando um jogador acredita mesmo que pode fazer um golo destes…
136. Roberto Muzzi (Lazio v Besiktas, 2003/4)O famoso pontapé de bicicleta de Roberto Muzzi contra o Besiktas foi realmente um dos pouquíssimos motivos de satisfação para os laziali na temporada 2003/4, quando já se verificava um decréscimo substancial de qualidade no plantel celeste. Um cruzamento de Fiore na direita bate nas costas dum defesa turco e a bola fica justamente à medida da bicicleta de Muzzi. O Olímpico de Roma exultou, mas os romanos não tiveram força para desfazer o empate a 1-1.
135. Ray Parlour (Arsenal v Valencia, 2000/1)Era um dos jogadores com mais alma no Arsenal e, contra o Valência, manifestou o seu traço rebelde com um tiro de meia distância. Os londrinos acabariam eliminados pelo espanhóis, mas o golaço de Ray Parlour ainda deu para festejar uma vitória por 2-1 na 1.ª mão das meias-finais de 2000/1.
134. Ronaldo (Roma v Real Madrid, 2004/5)A Roma já não tinha hipóteses de seguir em frente na competição e não constituiu a oposição mais aguerrida ao Real Madrid, que estava ainda na luta pelo apuramento para os 1/8 de final. O primeiro golo na vitória dos espanhóis por 0-3 pertenceu ao brasileiro Ronaldo, que teve a capacidade para receber um passe que sai atrasado e, ao mesmo tempo, explodir em direcção à grande área. Aceleração fantástica do ‘Fenómeno’, que finalizou com facilidade.
133. Vladimir Jugovic (Juventus v Nantes, 1995/6)Jugovic foi o autor do derradeiro penalty que permitiu à Juventus vencer o Ajax na final de Roma em 1995/6 e, assim, celebrar convenientemente o máximo título europeu de clubes, uma vez que o de 1985 ficara manchado pela tragédia de Heysel. No entanto, o médio da Vecchia Signora já tinha mostrado a sua influência directa na 1.ª mão das meias-finais de 1996, face ao Nantes. Após um passe de Paulo Sousa, Jugovic não pensou muito tempo antes de executar um remate colocado à baliza dos franceses. Uma curiosidade: Jugovic jogou os quatro derbies mais conceituados de Itália: em Génova (pela Sampdoria), Milão (Inter), Roma (Lazio) e Turim (Juventus).
132. Mário Jardel (Bayern v Porto, 1999/2000)A cabeça de Super Mário esteve quase a dar ao Porto a hipótese de jogar o prolongamento no Olímpico de Munique. Já perto do apito final, Esquerdinha cruzou e Mário Jardel lá encontrou o espaço do costume para, apertado entre Linke e Jeremies, bater Kahn com um excelente golpe de cabeça. A extraordinária eficácia do ponta-de-lança portista não valeu muito aos dragões, pois o árbitro escocês Hugh Dallas, instantes depois, inventou uma suposta falta de Jardel sobre Scholl. Dessa livre, Linke aproveitaria para fazer o 2-1 e o Porto de Fernando Santos nem sequer teve direito a prolongamento, uma vez que a eliminatória acabou logo ali.
131. Alessandro Birindelli (Deportivo v Juventus, 2002/3)Quando se ouve falar no nome de Birindelli é deste golo na Corunha que toda a gente se lembra. O lateral conduz a bola da esquerda para o meio e vê o seu remate bater na trave antes de entrar na baliza. Foi um tento espectacular e que parece ter surpreendido os seus colegas de equipa, como é possível observar na reacção de Paolo Montero. Estávamos na temporada de 2002/3, na 2.ª fase de grupos.
130. Yuri Nikiforov (Spartak Moscovo v Nantes)Yuri Nikiforov tanto fazia coisas incríveis, como às vezes deitava tudo a perder com jogadas desastrosas. De facto, nunca mostrou a desejada consistência. No entanto, na 2.ª mão dos quartos-de-final de 1995/6, na recepção do Spartak de Moscovo ao Nantes, Nikiforov estava naqueles dias em que mostrou estar à altura dos acontecimentos e marcou um grande golo na Liga dos Campeões. O que é mais curioso é que a bola sofreu um ressalto na relva imediatamente antes do momento em que o capitão efectua o remate. Normalmente, isso prejudicaria o gesto técnico, mas, neste caso, o míssil teve um desfecho afortunado na baliza de Casagrande. Sem querer tirar mérito a Nikiforov, que era detentor de um remate fortíssimo, sempre que vejo este golo dá-me, todavia, a sensação que tanto poderia ter entrado como poderia ter ido parar fora do estádio. Nota 20 pela convicção.
129. Michael Ballack (Bayern v Milan, 2005/6)A defesa do Milan deu bastante espaço e tempo para Michael Ballack preparar o remate, mas não se pode tirar mérito àquele que foi um dos primeiros grandes golos marcados no novo estádio do Bayern. A bola saltou no chão e foi enviada com o peito do pé, fugindo do raio de acção de Dida. Um tento com semelhanças ao de Manuel Fernandes no El Madrigal, embora o do português tivesse um nível de dificuldade superior.
128. Roy Makaay (Deportivo v Lens, 2002/3)A quebra de forma do Super Depor já se fazia sentir nesta temporada de 2002/3, mas o holandês Roy Makaay nunca perdeu o faro do golo. Desmarcação rápida e um remate fantástico para uma vitória por 3-1 sobre os franceses do Lens.
127. Pierre-Yves André (Nantes v Lazio, 2001/2)Em Portugal poderão lembrar-se dele pelo golo marcado ao Benfica ao serviço do Bastia na Taça UEFA. Pierre-Yves André teve no encontro da última jornada da primeira fase de grupos o seu momento áureo na Champions, apontando um maravilhoso golo de cabeça que deixou Peruzzi colado ao chão.
126. Andy van der Meyde (Arsenal – Inter, 2003/4)O vólei em suspensão de Van der Meyde ficará nos melhores álbuns da Liga dos Campeões. A Inter bateu o Arsenal em Londres por 0-3 e este foi o melhor golo da noite, com Lehmann impotente para travar o disparo do holandês. Van der Meyde também chegou a apontar um bom golo em Roma, no Olímpico, quando ainda era jogador do Ajax.
125. Ole-Gunnar Solskjaer (Brondby v Manchester United, 1998/9)O Baby Face Killer seria o autor do segundo e decisivo golo do Manchester United na dramática final dessa época, no Camp Nou, frente ao Bayern. Todavia, o seu melhor tento terá sido aquele que apontou na Dinamarca, contra o Brondby. O resultado estava já em 1-5 a favor dos Red Devils, mas esse facto não pode tirar mérito à iniciativa do ponta-de-lança norueguês. Ainda o passe de Roy Keane estava a ir na direcção de Dwight Yorke, já Solskjaer começava a desmarcar-se para participar na jogada. Yorke, funcionando como pivot, de costas para a baliza e no limite da grande área, amortece a bola de primeira para o norueguês, que fica com o espaço ideal para executar o remate. Um golo simples, mas que revela uma astúcia tremenda.
124. Miroslav Matusovic (Sparta Praga v Ajax, 2005/6)Na primeira jornada da edição 2005/6, o Sparta de Praga recebeu o Ajax e o marcador foi inaugurado pelo canhoto Miroslav Matusovic, que desferiu um remate violento de fora de área com o pé direito, sem muitas hipóteses de defesa para o guarda-redes sul-africano Hans Vonk. O jogo terminou com um empate a 1-1, tendo o (bom) golo dos holandeses sido anotado por Wesley Sneijder em tempo de descontos.
123. Doriva e Hugo Almeida (Porto v C. Zagreb, 1998/9; Inter v Porto, 2005/6)Decidiu-se optar pela junção dos dois golos num só, não só porque ambos foram marcados por jogadores do Porto, mas sobretudo porque têm bastantes semelhanças. Ambos cobraram livres directos de longa distância, com muita força, com a bola a encaminhar-se para o ângulo superior da baliza. As maiores diferenças residiram, assim, na celebração dos tentos, pois enquanto Doriva viveu o Estádio das Antas em êxtase, Hugo Almeida actuou num Giuseppe Meazza interdito ao público.
122. Ilya Tsymbalar (Sturm Graz v Spartak Moscovo, 1998/9)Nasceu em Odessa, actualmente território ucraniano, mas foi na selecção russa e no Spartak de Moscovo que se notabilizou no contexto internacional, tornando-se num dos melhores futebolistas produzidos na Europa de leste. Tsymbalar era um médio com uma excelente aptidão para distribuir jogo a campo inteiro e detinha, também, um óptimo remate de meia distância com o seu pé esquerdo. Em 1995, frente ao Rosenborg, já tinha marcado um bom golo. Mas foi contra o Sturm Graz, no estádio Arnold Schwarzenegger, em 1998, que apontou o seu melhor tento, com um disparo frontal que levou a bola a bater violentamente na trave antes de ultrapassar a linha de golo.
121. Paulo Sérgio (Bayern v PSV, 1999/2000)É neste tipo de situações que se nota que os jogadores brasileiros são diferentes de todos os outros e conseguem improvisar nas circunstâncias mais inesperadas. Paulo Sérgio deu a vitória ao Bayern sobre o PSV no Olímpico de Munique ao marcar dois golos. O último deles foi o melhor: resistiu à marcação e, com um toque tão instintivo quanto acrobático, a meia altura, fez a bola passar por cima do guarda-redes holandês, Waterreus.
120. Nélson (Manchester United v Benfica, 2006/7)Nélson assinou uma exibição de contrastes em Old Trafford, mas, em Portugal, as pessoas ainda se lembram muito bem deste golo. O Benfica tinha de ganhar ao Manchester United para passar à fase seguinte e o começo foi óptimo. Depois de um bom trabalho de Simão na direita, Nélson ficou com espaço livre e rematou de primeira, com violência, para um grande golo que deixou Van der Sar sem resposta. 0-1. O pior foi quando, instantes antes do apito para o intervalo, Nélson facilitou na defesa – jogando pelo chão em vez de pôr a bola longe – e ofereceu a bola a Cristiano Ronaldo. Simão foi obrigado a travar Ronaldo em falta e desse livre iria nascer o golo do empate apontado por Vidic.
119. Luis García (Liverpool v Anderlecht, 2005/6)Na temporada de 2005/6, o Anderlecht vivia o calvário das imensas derrotas consecutivas e Luis García espetou mais uma farpa nos belgas. Quando Luis García se começou a desmarcar, fê-lo com intenção de receber um passe na linha de fundo. No entanto, uma vez que Steve Finnan, no lado direito, optou por um cruzamento, García nem sequer teve tempo para pensar noutra opção que não fosse a de cabecear directamente à baliza na zona limite da grande área. À altura que a bola vinha, não dava mesmo para fazer outra coisa. Golo magnífico de García, que demonstrou excelentes reflexos.
118. Kily González (Valencia v Bordéus, 1999/2000)Como jogava este Valencia de Héctor Cúper!... Na primeira jornada da segunda fase de grupos, os chés cilindraram o Bordéus no Mestalla. Primeiro, foi Farinós a inaugurar o marcador com um pontapé de longe. Depois, Adrian Ilie. O terceiro e último golo desse desafio pertenceu ao extremo argentino Kily González, que fuzilou Ulrich Ramé com um petardo de pé esquerdo após uma excelente jogada colectiva. No entanto, foi notório que, naquela altura, os girondinos já eram uma equipa destroçada e rendida às evidências. Claudio López efectuou as três assistências nessa partida.
117. Allan Ravn (Brondy v Bayern, 1998/9)Nos últimos três minutos do encontro, o Bayern sofreu dois golos e perdeu com o Brondby na primeira jornada de 1998/9. O 2-1 final foi da autoria do médio Allan Ravn. Aproveitando o adiantamento da linha mais recuada dos bávaros, Ravn colocou a bola por cima de Helmer, correu para o espaço vazio e atirou sem possibilidades de defesa para Kahn. A bola ainda bateu no poste antes de entrar na baliza, dando um efeito mais espectacular ao lance. Um golo arrancado com muito esforço.
116. Pavel Nedved (Ajax v Juventus, 2004/5)Poucos golos terão sido marcados com tanta elegância como foi este de Pavel Nedved em Amesterdão. O passe de Camoranesi encontrou o checo em zona frontal, que colocou rapidamente a bola no ângulo superior direito na perspectiva de Stekelenburg. Um gesto técnico pleno de instinto, classe e elegância, que valeu os três pontos aos bianconeri no jogo que marcou o regresso de Ibrahimovic à ArenA, agora com a camisola da Juve.
115. David Silva (Chelsea v Valencia, 2006/7)O Chelsea deu a volta na 2.ª mão com uma exibição fantástica no Mestalla, mas José Mourinho ainda apanhou um susto nesta eliminatória dos quartos-de-final quando David Silva marcou em Stamford Bridge. Lance individual no lado esquerdo concluído com um remate teleguiado.

114. Zinédine Zidane (Juventus v Real Madrid, 2002/3)A classe do costume. Desviou-se de Tudor com uma recepção de grande categoria com o pé direito (o passe longo é de Raúl) e rematou logo com o esquerdo, com a bola a sair rasteira e colocada ao segundo poste. Foi assim que Zidane bateu Buffon na 2.º mão das meias-finais de 2002/3, em Turim. O golo chegou tarde e o Real Madrid ficou pelo caminho nessa eliminatória.
113. Kaká (Milan v Anderlecht, 2006/7)Confiança e precisão impressionantes. Kaká carregou o Milan até ao título europeu em 2006/7 e neste jogo contra o Anderlecht notou-se perfeitamente que o brasileiro era um jogador à parte da grande maioria. Realizou um hat-trick e um dos golos deixou claro que não havia muito mais para conversar – foi um remate de fora de área, forte e colocado ao ângulo superior do poste mais distante.
112. Paulo Sousa (Nantes v Juventus, 1995/6)Paulo Sousa até nem tinha começado o desafio como titular, mas acabou por ter influência directa na passagem à final, pois apontou o segundo golo da Juventus em Nantes – os franceses venceram esta 2.ª mão das meias-finais por 3-2, mas tinham perdido em Turim por 2-0. Com resultado em 1-1 no La Beaujoire, o influente médio-centro português entrou ao intervalo para substituir Del Piero e cinco minutos depois marcou o tento que colocou praticamente um ponto final na eliminatória. Um passe errado de Capron vai ter aos pés de Conte, este coloca prontamente em Vialli, que faz uma recepção de bola alta fantástica com o calcanhar direito e isola Paulo Sousa com um passe de pé esquerdo. Um ataque rápido bem concluído com o movimento de desmarcação do português, mas cujo crédito esteve, em grande parte, na enorme classe do avançado Gianluca Vialli.
111. Kaká (Milan v Deportivo, 2003/4)Kaká começou a deixar a sua marca logo na primeira temporada com a camisola rossonera. Na 1.ª mão dos quartos-de-final, a sociedade brasileira Cafú e Kaká fabricou um golo bonito, com bom domínio e conclusão do médio-ofensivo. Curiosamente, na deslocação a Brugge alguns meses antes, o único golo da partida tinha sido apontado por Kaká praticamente na mesma zona (coração da grande área), dando sequência a um cruzamento de Cafú do lado direito.
110. Andrés Mendoza (Milan v Club Brugge, 2003/4)A arte da trivela bem explanada por este avançado peruano que acabou por não se afirmar no futebol europeu tanto quanto se esperava. Um bom golo de Andrés Mendoza, em contra-ataque, numa vitória histórica do clube belga frente ao Milan, em San Siro, por 0-1 – a primeira do Brugge em Itália desde 1975/6.
109. Danny Boffin (Werder Bremen v Anderlecht, 1993/4)Ainda hoje o Werder Bremen v Anderlecht de 1993 é recordado como um dos jogos mais emocionantes da história das competições europeias. O Anderlecht chegou a estar em vantagem no Weserstadion com três golos apontados na primeira meia-hora. O terceiro tento pertenceu precisamente ao esquerdino Danny Boffin, que, ligeiramente inclinado para o lado direito, executa um remate em jeito, colocadíssimo ao segundo poste. O guarda-redes, Oliver Reck, não teve hipóteses de defesa neste golo, mas acabou por terminar o desafio com a vitória no bolso: na segunda parte, o Werder Bremen marcou cinco golos e não sofreu mais nenhum.
108. Luís Figo (Roma v Real Madrid, 2004/5)O Olímpico de Roma estava sem público nas bancadas devido ao castigo imposto pela UEFA – consequência do isqueiro atirado por um adepto à cabeça do árbitro Anders Frisk no intervalo do Roma - Dinamo Kiev – e os italianos já não tinham qualquer hipótese de chegar aos oitavos. No último jogo da fase de grupos, quase que em ritmo de treino, Luís Figo, talvez vingando-se da final do Euro 2004, deu um baile ao grego Dellas e concluiu com categoria.
107. Tomas Rosicky (Hamburgo v Arsenal, 2006/7)A disposição táctica dos alemães permitiu a Rosicky ter tempo mais do que suficiente para visualizar a situação. Naturalmente, foi fácil adivinhar o desfecho final. O checo enquadrou-se como quis e desferiu um remate seco de fora de área, que entrou na baliza pelo ângulo superior mais próximo. O Hamburgo concedeu facilidades, mas a verdade é que nem todos os jogadores seriam capazes de rematar com esta qualidade.
106. Patrick Kluivert (Ferencvaros v Ajax, 1995/6)Patrick Kluivert tinha 18 anos quando se sagrou campeão europeu pelo Ajax, em Viena. Foi o autor do golo dessa final contra o Milan e continuou a facturar na época seguinte. Assim, na temporada de 1995/6, na 2.ª jornada da fase de grupos, Kluivert assinou em Budapeste um dos golos de maior qualidade na sua carreira. A finta sobre o defesa do Ferencvaros é excelente e a conclusão, com um remate rasteiro junto ao pé do guarda-redes, é igualmente boa.
105. Raúl (Real Madrid v Barcelona, 2001/2)Se há equipa a quem um jogador do Real Madrid deve ter gosto em marcar golos é ao rival Barcelona. Raúl teve o doce privilégio de carimbar a eliminação dos catalães nas meias-finais da época 2001/2 com um bom remate de fora de área. De pé esquerdo, obviamente.
104. Robert Pires (Celta v Arsenal, 2003/4)Óptima combinação entre os franceses Henry e Pires, os dois responsáveis directos pelo golo da vitória do Arsenal nos Balaídos por 2-3, na 1.ª mão dos oitavos-de-final da época 2003/4. Depois de Edu já ter concretizado a sua obra-prima, Robert Pires selou a vantagem com uma tabela de excelência com o actual avançado do Barcelona. Foi o primeiro triunfo de sempre dos Gunners em território espanhol e registado com um inegável toque de classe.
103. Michael Owen (Liverpool v Boavista, 2001/2)No dia 11 de Setembro de 2001, jogadores, treinadores, dirigentes e adeptos tinham alguma dificuldade em abstrair-se das notícias relativas aos atentados terroristas nos EUA – a UEFA permitiu a realização dos encontros dessa 3.ª feira, pertencentes à 1.ª jornada da Liga dos Campeões. Michael Owen não se escondeu na hora de afirmar a sua capacidade de finalização. O compasso de espera para aproveitar o passe de Heskey foi bem medido, mas a qualidade da conclusão – remate colocado ao poste mais distante da baliza de Ricardo – é o grande registo deste bonito golo.
102. Rui Jorge (Porto v Werder Bremen, 1993/4)O Porto entrou bem na 1.ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões de 1993/4 e bateu o Werder Bremen por 3-2. O grande golo da noite foi marcado por Rui Jorge, que aproveitou um cruzamento de Secretário do lado direito para executar um vólei de pé esquerdo, pleno de agilidade e confiança.
101. David Beckham (Manchester United v Real Madrid, 1999/2000)Na antevisão da 2.ª mão dos quartos-de-final (1999/2000), Roberto Carlos provocava David Beckham ao afirmar que este não sabia driblar. As declarações do lateral brasileiro até podiam ter algum fundo de verdade, mas o que é facto é que Beckham guardou a questão pessoal para o terreno de jogo, em Old Trafford. Assim, apanha a bola fora da grande área, finta os três jogadores do Real Madrid que lhe aparecem pela frente e aplica um remate indefensável para Casillas. Adivinhem quem era um dos jogadores que Beckham ultrapassou…
100. Domingos Paciência (Werder Bremen v Porto, 1993/4)Uma das maiores vitórias portugueses no plano internacional. O Porto venceu em Bremen por 0-5 e o actual treinador da Académica fez o quarto golo dos dragões de forma espectacular. Timofte conduz a bola até aos últimos 30 metros, passa a Domingos e este, flectindo para dentro, desfere um tiro certeiro ao ângulo superior da baliza de Oliver Reck.
99. Mário Silva (Boavista v Feyenoord, 1999/2000)Grande golo no Bessa, com o lateral-esquerdo Mário Silva a aproveitar uma bola solta no meio-campo para aplicar um pontapé fortíssimo entre 35 e 40 metros da baliza de Dudek, o então guarda-redes do Feyenoord. Embora não tivesse tido o mesmo impacto que este golo, Mário Silva também marcou um bom tento de fora de área, já com a camisola do Porto, num jogo nas Antas contra o Celtic em 2001/2.
98. Filippo Inzaghi (Milan v Sparta Praga, 2003/4)Belo golo de cabeça. Depois de um empate a 0-0 no jogo da 1.ª mão dos oitavos-de-final em Praga, o Milan tinha de resolver a eliminatória em San Siro. O primeiro tento na goleada de 4-1 foi da autoria de Filippo Inzaghi, que só pôde cabecear o cruzamento de Cafú na fase descendente do salto. Ainda assim, teve agilidade para girar e rematar de testa com a força necessária, com a bola a sair extremamente bem colocada por cima do guarda-redes Blazek.
97. Sonny Anderson (Lyon v Inter, 2002/3)Numa das jogadas colectivas mais sensacionais na Liga dos Campeões, o Lyon inaugurou o marcador no empate a 3-3 em Gerland, frente à Inter. O autor desse golo foi o brasileiro Sonny Anderson, mas Mahamadou Diarra e Eric Carrière participaram activamente na construção do lance com passes ao primeiro toque. Recorde-se que, nesse grupo que incluía os nerazzurri, Anderson já tinha protagonizado um magnífico momento quando apontou um golo na vitória por 1-2 no Meazza com um remate fortíssimo.
96. Demetrio Albertini (Milan v Mónaco, 1993/4)Uma das características mais notadas em Demetrio Albertini é indiscutivelmente a força do seu pontapé. Na meia-final de 1993/4, frente ao Mónaco, logo no início da segunda parte, Savicevic ganha uma falta a Grimandi e, na cobrança do livre frontal, Boban toca ligeiramente a bola para o lado, cabendo a Albertini a agradável tarefa de fuzilar a baliza dos franceses. Bola no ângulo e o Milan caminhava para a final de Atenas.
95. João Pinto (Benfica v Kaiserslautern, 1998/9)Karel Poborsky deixou saudades no Estádio da Luz devido a jogadas como aquela que originou o golo de João Pinto. No lado direito, o checo, que já tinha assistido Nuno Gomes no primeiro golo das águias, voltou a ultrapassar um defesa do K’lautern com a sua finta característica, em que adianta a bola com um toque repentino de calcanhar. Assim, ganhou a linha de fundo, cruzou atrasado e João Pinto, com uma finta soberba, desviou Ramzy e obteve espaço para finalizar.
94. Steve McManaman (Real Madrid v Valencia, 1999/2000)Depois de ter realizado uma época fabulosa, o Valencia de Cúper bloqueou na final de St. Denis, em Paris, frente ao Real Madrid. Steve McManaman foi o autor do segundo golo na vitória do Real Madrid por 3-0 sobre os irreconhecíveis chés, com um remate em grande estilo à entrada da área.
93. Gabriel Batistuta (Arsenal v Fiorentina, 1999/2000)Batistuta, sempre muitíssimo bem coadjuvado por Rui Costa naqueles tempos em Florença, era um ponta-de-lança que marcava golos de qualquer sítio. Em Londres (Wembley), contra o Arsenal, Batigol recebeu a bola no lado direito da grande área e Winterburn não teve pernas para acompanhar a aceleração do argentino. O remate, de ângulo apertado, saiu forte e colocado à baliza de Seaman. Na mesma temporada, na segunda fase de grupos, Batistuta voltou a marcar um bom golo em Inglaterra, quando a Fiorentina orientada por Trapattoni visitou o Manchester United. Os típicos estoiros de Batistuta vieram outra vez à superfície, agora com um remate direccionado para o meio da baliza, tendo o australiano Bosnich ficado um pouco... desamparado.
92. Andrei Shevchenko (Dínamo Kiev v Real Madrid, 1998/9)O Dínamo de Kiev realizou uma excelente campanha em 1998/9 e parte do seu sucesso esteve na velocidade dos atacantes. Rebrov e Shevchenko provocavam pânico nos adversários e o Real Madrid foi uma das equipas que provou o veneno dos campeões ucranianos. Rebrov tem tempo para segurar a bola à espera da rotura de Shevchenko, pica-a por cima da defesa espanhola e o actual avançado do Chelsea finaliza na cara de Illgner.
91. Daniele Massaro (Milan v Mónaco, 1993/4)O avançado do Milan marcou dois golos na grande final de Atenas, frente ao Barcelona (1993/4), mas o seu primeiro grande momento surgiu na meia-final, disputada em San Siro, contra o Mónaco. Um lançamento longo de Christian Panucci (defesa-esquerdo) foi concluído de forma explosiva por Massaro, que rematou fortíssimo na grande área, depois de, em velocidade, ter ganho as costas de Emmanuel Petit. O resultado ficou definido em 3-0 e Fabio Capello vencia, assim, o duelo com Arsène Wenger.
90. Yuri Zhirkov (Hamburgo v CSKA Moscovo, 2006/7)Antes da 6.ª jornada da época 2006/7, o Hamburgo tinha somado apenas derrotas nos cinco jogos que efectuou. Porém, os alemães conseguiram limpar uma ínfima parte da sua má imagem com uma vitória por 3-2 no jogo final frente aos russos do CSKA. Pertenceu à equipa derrotada o melhor momento do encontro, em que Yuri Zhirkov, em velocidade desde a linha do meio-campo, se vai desviando de todos os defesas do Hamburgo que lhe aparecem pela frente durante os 50 metros que corre até finalizar com sucesso na cara do guarda-redes.
89. Karl-Heinz Riedle (Borussia Dortmund v Auxerre, 1996/7)Riedle foi um dos melhores cabeceadores das últimas décadas. O ponta-de-lança alemão, que praticou salto em altura antes de iniciar a sua carreira no futebol, explicou que um dos truques para se aguentar o máximo de tempo possível no ar era ter muita força nos gémeos, de forma a efectuar uma impulsão significativa. Este golo contra o Auxerre nem sequer ilustra um desses voos prolongados. No entanto, a espectacularidade da assistência de Chapuisat (pontapé de bicicleta) para o remate final de Riedle (mergulhou para concluir de… cabeça) possibilita sempre uma óptima fotografia.
88. Edgar Davids (Porto v Milan, 1996/7)O pitbull holandês não teve o sucesso esperado no período em que esteve no Milan, mas este foi um dos seus melhores momentos com a maglia rossonera. No Estádio das Antas (1996/7), Edgar Davids faz uma desmarcação rápida pelo corredor central, recebe a bola amortecida de cabeça por Weah e, já dentro da grande área, ajeita com o pé direito e remata com o esquerdo. A potência de Davids no seu melhor.
87. Giovane Élber (Spartak Moscovo v Bayern, 2001/2)O Bayern venceu facilmente o Spartak em Moscovo, na fase de grupos de 2001/2, e o melhor golo do encontro foi marcado por Élber. Kahn executou o pontapé de baliza, a bola caiu já no meio-campo dos russos e o avançado, confiante, lança um míssil a aproximadamente 30 metros da baliza.
86. Mário Jardel (Porto v Olympiacos, 1998/9)Com este golo, Mário Jardel terminou com alguns estereótipos que se tinham estabelecido em relação ao alegado fraco jogo de pés. É sabido que o ponta-de-lança brasileiro tinha uma predilecção especial por golos de cabeça, mas este estoiro de pé esquerdo à baliza dos gregos demonstrou à Europa que Jardel não era só altura.
85. Arif Erdem (Galatasaray v Rosenborg, 1998/9)Resultado de uma exibição irrepreensível em Istambul, o Galatasaray vingou a derrota sofrida com o Rosenborg na jornada anterior por 3-0 em Trondheim. Os turcos venceram, agora, os norugueses por igual resultado e o melhor golo foi de Arif Erdem, o avançado que Fatih Terim tinha lançado para a segunda parte. O túnel de Arif a Bergdolmo foi uma solução magistral para ganhar o melhor espaço para finalizar. O Galatasaray e o Rosenborg terminaram o grupo com os mesmos oito pontos que a Juventus, mas só os italianos passaram à fase seguinte.
84. Didier Drogba (Chelsea v Barcelona, 2006/7)Na época de 2004/5, Drogba já tinha apontado um grande golo (de cabeça) no Olímpico de Munique, mas este, na fase de grupos de 2006/7, conseguiu ser ainda melhor. No limite da grande área, o marfinense recebe a bola de costas para a baliza, tira Puyol do caminho com um toque rápido, vira-se e remata fortíssimo sem que Valdés pudesse reagir.
83. Juan Verón (Lazio v Feyenoord, 1999/2000)O Feyenoord acabaria por ganhar este desafio por 1-2 (dois golos de Tomasson na 2.ª parte), mas foi Verón que abriu o marcador. Tabela entre argentinos, Verón e Sensini, com o último a picar a bola para dentro da grande área. Ágil e instintivamente, Verón tocou a bola por cima do guarda-redes. Se a situação envolvesse um qualquer outro jogador, talvez pudéssemos pensar que o golo tinha sido marcado por acaso. Sendo Verón o sujeito em análise, essa hipótese fica prontamente afastada. Quase sempre acontece aos melhores.
82. Simão Sabrosa (Liverpool v Benfica, 2005/6)O Benfica teve em Anfield Road uma das noites europeias mais memoráveis dos últimos anos. O primeiro golo, que derrotou o campeão de Istambul, pertenceu ao confiante Simão, que rematou em zona frontal. Mérito para Geovanni, que forçou a perda de bola de Carragher.
81. Marat Izmailov (Lokomotiv Moscovo v Mónaco, 2003/4)A principal fatia do golo pertence mesmo ao trabalho individual de Marat Izmailov, que, antes da conclusão, tirou Zikos e Evra do caminho com duas fintas muito bem executadas. Contudo, é de realçar uma primeira simulação de Khokhlov, que, de facto, surpreendeu os adversários e fez com que tivessem abordado a jogada de Izmailov mais à queima.
80. Dani (Atlético Madrid v Ajax, 1996/7)Em 1996/7, o técnico Van Gaal queria levar o Ajax à final da Liga dos Campeões pela terceira vez consecutiva e, nos quartos-de-final, até eliminou o Atlético de Madrid em pleno Vicente Calderón – os holandeses seriam posteriormente eliminados pela Juventus nas meias-finais. No confronto com os campeões espanhóis, a eliminatória teve de ser decidida no prolongamento e o melhor golo da noite foi da autoria de Dani, ao minuto 100. O português tinha entrado no decorrer do jogo para substituir Litmanen, aproveita um passe em esforço do pequeno Wooter e, em zona frontal, explora o seu excelente pé esquerdo para um golo de belíssimo efeito.
79. Andy Cole (Barcelona v Manchester United, 1998/9)O 3-3 entre Barcelona e Manchester United foi um dos grandes jogos da história da Liga dos Campeões, na altura em que Andy Cole e Dwight Yorke formavam uma fabulosa dupla de ataque. A forma rápida como ambos tabelam ao primeiro toque e baralham os defesas-centrais do Barça (Reiziger e Okunowo) foi extraordinária.
78. Sidney Govou (Lyon v Bayern, 2000/1)Um 2 em 1. Nesta época de 2000/1, o Lyon ainda não tinha a mesma força no panorama europeu que tem hoje. Mesmo assim, os de Gerland podem orgulhar-se de terem vencido 3-0 o Bayern, que se sagrou campeão europeu nessa mesma temporada. O talentoso Sidney Govou, então com 21 anos, foi o herói dessa partida, ao anotar dois grandes golos em sete minutos. No primeiro, efectuou uma excelente recepção a um cruzamento de Sonny Anderson do lado direito: com um toque apenas, evitou Patrik Andersson e preparou um estoiro à baliza de Oliver Kahn. O segundo proveio de um remate igualmente forte de fora de área.
77. Ezequiel González (Panathinaikos v Rosenborg; Panathinaikos v Arsenal 2004/5)Outro 2 em 1. O médio-ofensivo argentino foi uma das estrelas do Panathinaikos desta edição da Champions. Para obter essa distinção, muito contribuíram estes dois golos marcados no claustrofóbico estádio Apostolos Nikolaidis. No primeiro, frente ao Rosenborg, González prepara a bola da melhor forma para rematar em zona frontal com o pé esquerdo – a bola bate violentamente na trave antes de ultrapassar a linha de golo. O segundo, contra o Arsenal, foi aquele que teve maior grau de dificuldade. Perante a velocidade de Olisadebe, o guarda-redes Lehmann sai rapidamente da baliza e toca a bola de cabeça para a linha lateral, onde aparece González, com convicção, a executar um fabuloso chapéu ao alemão com o pé direito.
76. Frank Lampard (Chelsea v Bayern, 2004/5)Por momentos podia pensar-se que era Zidane a fazer aquela recepção com o peito, mas, de facto, era mesmo Frank Lampard a marcar um golo ao Bayern, na 1.ª mão dos quartos-de-final da Champions de 2004/5. O passe para o coração da grande área é de Makelele e Lampard, confiante, recebe de peito, gira e remata de pé esquerdo em direcção ao poste mais distante da baliza de Kahn. O médio inglês aproveitou bem a circunstância de Sagnol e Frings não terem conseguido aplicar a armadilha do fora-de-jogo.
75. Benni McCarthy (Porto v Manchester United, 2003/4)Naquele que foi o primeiro jogo da Liga dos Campeões realizado no Estádio do Dragão, o Porto bateu o Manchester United por 2-1. O golo de Costinha em Old Trafford, na 2.ª mão, pode ter sido o mais marcante de todos os da época brilhante dos portistas em 2003/4, mas o segundo de Benni frente aos Red Devils, na tal 1.ª mão jogada no Dragão, foi o mais espectacular. Ao cruzamento longo de Nuno Valente no lado esquerdo, o ponta-de-lança sul-africano voo entre os centrais Wes Brown e Gary Neville e correspondeu com um cabeceamento formidável, que ainda levou a bola a bater na trave de Howard antes de ultrapassar a linha de golo.
74. Zlatan Ibrahimovic (Ajax v Lyon, 2002/3)O primeiro grande momento de Zlatan Ibrahimovic nas competições europeias. Na 1.ª jornada da edição 2002/3 da LC, Ibrahimovic teve um rasgo de génio no jogo frente ao Lyon, realizado na ArenA de Amesterdão. Tudo começou na maneira como se desmarca nas costas dos defesas-centrais para receber a bola no espaço vazio. Leva-a até à linha de fundo, vence a oposição dos defesas com uma série frenética de pequenas fintas, flecte para dentro e, sem muito ângulo, remata com força, tendo a bola ainda batido no poste mais distante.
73. Ronald Koeman (Barcelona v Porto, 1993/4)O Barcelona ultrapassou o Porto na meia-final de 1993/4 com uma vitória por 3-0 em Camp Nou. Stoichkov marcou os dois primeiros golos e Ronald Koeman fechou o marcador com uma bomba a 35 metros da baliza. O defesa-central recebe a bola no meio-campo, progride sem que nenhum elemento da equipa portista o tenha bloqueado e o holandês é “obrigado” a exercer a sua reconhecida especialidade: o petardo de pé direito. Nesta mesma época, Koeman tinha assinalado um registo incrível num jogo contra o Spartak, em que marcou dois golos de livre num espaço de três minutos. Um fenómeno à sua maneira.
72. Laurent Leroy (Deportivo v PSG, 2000/1)Na Corunha, em Março de 2001, houve lugar a uma das reviravoltas mais sensacionais da Liga dos Campeões. O PSG esteve a vencer por 0-3, mas o Deportivo teve capacidade para recuperar e vencer os franceses por 4-3. Ainda assim, o melhor momento do jogo pertenceu a Laurent Leroy: excelente jogada individual no lado esquerdo, fazendo um túnel a Donato e a tirar Manuel Pablo do caminho antes de entrar na grande área e colocar a bola com o pé direito no poste mais distante.
71. Ronaldo (Manchester United v Real Madrid, 2002/3)Foi impressionante como os jogadores do Manchester United não tinham reacção perante a capacidade de circulação e toque de bola dos galácticos do Real Madrid. A finalização pertenceu ao brasileiro Ronaldo, mas este golo é, obviamente, um trabalho colectivo notável, que revelou uma elevada confiança e qualidade nos permanentes movimentos de passe e desmarcação em linhas mais adiantadas.
70. Rivaldo (Barcelona v Fenerbahçe, 2001/2)É um daqueles livres directos que merece figurar nesta galeria de melhores golos, tal é a precisão e a força com que a bola é rematada por Rivaldo a cerca de 30 metros da baliza.
69. Nebojsa Novakovic (AIK v Barcelona, 1999/2000)O AIK não venceu nenhum dos seis jogos da fase de grupos de 1999/2000. Barcelona, Fiorentina e Arsenal estavam longe de ser adversários acessíveis, mas os suecos estiveram quase a derrubar a formação blaugrana quando estes se deslocaram a Estocolmo, na 1.ª jornada. O golo inaugural desse desafio foi marcado por Novakovic, que vê o adiantamento do guarda-redes do Barcelona, Ruud Hesp, e aplica um chapéu ao holandês no limite da grande área. Os visitantes dariam a volta ao marcador já perto do final.
68. Gheorghe Hagi (Galatasaray v Mónaco, 2000/1)Com um pé esquerdo desta qualidade, não surpreende que, com 35 anos de idade, Hagi ainda fosse tão imprescindível ao Galatasaray. Quinze minutos depois de Jardel ter inaugurado o marcador frente ao Mónaco, o craque romeno mirou a baliza de Porato e coloca a bola exactamente onde quer com um remate de imensa precisão.
67. Raimondas Zutautas (Maccabi Haifa v Manchester United, 2002/3)Depois de garantir o apuramento com quatro vitórias em quatro jogos, o Manchester United apresentou-se na 5.ª jornada com um onze titular bastante desfalcado. O Maccabi Haifa aproveitou essa vantagem para obter um brioso triunfo por 3-0, tendo o melhor golo sido apontado por Zutautas. Já na segunda parte, o médio lituano puxa a perna esquerda bem atrás e executa um dos seus típicos tiros de fora de área. A bola sai do seu pé com uma força incrível e com a melhor colocação possível.
66. Mario Basler (Bayern v Dinamo Kiev, 1998/9)O Super-Mario alemão marcou o golo inaugural da dramática final de Barcelona, frente ao Manchester United, mas foi o seu tento anotado na 2.ª mão das meias-finais, contra o Dinamo Kiev, que deixou melhores recordações para os bávaros. O destro Mario Basler recebe a bola do lado direito, onde instantes antes tinha apontado um pontapé de canto, flecte para dentro e, de forma irrepreensível, coloca a bola com o pé esquerdo no segundo poste.
65. Sanli Tuncay (Fenerbahçe v Manchester United, 2004/5)O Manchester United já tinha confirmado o acesso à fase seguinte e não utilizou grande parte dos jogadores habitualmente titulares. Por outro lado, o Fenerbahçe queria vingar uma derrota anterior sofrida em Old Trafford por 6-2. Os turcos acabariam por vencer 3-0 e o melhor golo da noite foi de Tuncay, com um gesto acrobático.
64. José Calado (Benfica v HJK, 1998/9)O Benfica não passou à fase seguinte da Champions 1998/9, mas Calado levou dessa edição qualquer coisa para recordar durante muito tempo. O médio-centro das águias, conhecido pela força dos seus remates, aproveitou uma bola solta em zona frontal para rematar… em jeito. A bola ainda bate na trave antes de entrar. No banco do HJK, que arrancou um empate a 2-2 do Estádio da Luz, estava Manduca, que até há pouco tempo representava o Benfica.
63. Ronaldinho Gaúcho (Barcelona v Chelsea, 2005/6)Barcelona e Chelsea deram um carácter especial a esta eliminatória dos 1/8 de final, quase como se fosse uma final antecipada. Na época anterior, em 2004/5, também nos 1/8 de final, o Chelsea tinha eliminado o Barça. A resposta de Rijkaard a Mourinho teve lugar logo na temporada seguinte, em 2005/6, quando os catalães voltaram a defrontar os Blues. Depois de uma 1.ª mão em que o Barcelona venceu em Stamford Bridge por 1-2, Ronaldinho fez a diferença na partida disputada no Camp Nou, após uma excelente demonstração de potência física. Eto’o arrasta a marcação de Ricardo Carvalho e Ronaldinho avança para cima da defesa do Chelsea. Note-se a facilidade com que resistiu à carga de Terry antes do remate final.
62. Bernardo Corradi (Anderlecht v Valencia, 2004/5)Cerca de dez anos depois do golo de calcanhar de Lee Sharpe frente ao Barcelona e sete depois do de Del Piero na final de Munique contra o Borussia Dortmund, Bernardo Corradi apresentou uma versão ainda mais aperfeiçoada daquele gesto técnico. Em 2004, na visita do Valencia ao Constant Vanden Stock, o ponta-de-lança italiano pica um passe rasteiro do lado direito com um óptimo toque de calcanhar.
61. Manuel Fernandes (Villarreal v Benfica, 2005/6)Cinco minutos depois da grande penalidade bem convertida por Riquelme, o Benfica empatou o jogo no El Madrigal com um golo de Manuel Fernandes. Recebeu a bola de peito e, sem a deixar cair no chão, remata com o peito do pé a uma distância considerável da baliza. Um chapéu de fazer inveja ao boné do guarda-redes Viera e que terá sido uma das poucas boas recordações de Manuel Fernandes vindas dos lados de Valencia.
60. Mikael Nilsson (IFK v PSV, 1992/3)Um dos livres directos mais raros e incríveis de que há memória aconteceu na época inaugural da Liga dos Campeões, em 1992/3, quando o IFK recebeu o PSV em Gotemburgo. O lateral-esquerdo Mikael Nilsson, em zona frontal, remata fortíssimo com o pé direito, antevendo-se que a bola ia direccionada ao poste esquerdo do guarda-redes. Mas a verdade é que Nilsson imprime uma curva tão pronunciada no remate que faz a bola contornar a barreira por fora e entrar pelo meio da baliza.
59. Sergei Rebrov (Dinamo Kiev v Rosenborg, 1999/2000)Durante o tempo em que jogou ao lado de Shevchenko, Sergei Rebrov habituou-nos a magníficas tabelas e jogadas de entendimento no ataque do Dinamo. Sem Sheva, entretanto transferido para o Milan, Rebrov teve de improvisar sozinho e o Newcastle foi uma das vítimas do ucraniano, que executa um remate fabuloso de longa distância à baliza do Rosenborg. Depois de marcar 8 golos no conjunto das duas fases de grupos da Liga dos Campeões de 1999/2000, transferiu-se por uma quantia bastante elevada para o Tottenham, clube onde nunca se conseguiu afirmar.
58. Antonio Conte (Manchester United v Juventus, 1998/9)Na 1.ª mão das meias-finais de 1998/9, Antonio Conte marcou o primeiro golo. A capacidade de Zidane a esconder a bola, a assistência final de Davids, que fez a bola passar por entre as pernas de Scholes, e os movimentos sem bola de Di Livio, Conte e Inzaghi foram todos decisivos nesta excelente jogada colectiva realizada nos últimos 25 metros.
57. Paul Le Guen (Spartak v PSG, 1994/5)Actualmente, Le Guen é o treinador do PSG e a tarefa não tem sido fácil. Contudo, enquanto jogador, foi responsável por um dos melhores períodos dos parisienses no contexto europeu (meias-finais em 1994/5). O golo que apontou em Moscovo foi potentíssimo, após um bom lance de 1v1 em que bate Tsymbalar e, com o seu pé esquerdo, fuzila a baliza do Spartak.
56. Ronaldinho Gaúcho (Chelsea v Barcelona, 2004/5)O Barça foi eliminado pelo Chelsea em 2004/5, mas Ronaldinho ainda foi a tempo de mostrar um pouco do seu samba na 2.ª mão dos 1/8 de final, em Stamford Bridge. Enquanto faz uma pequena dança à frente de Ricardo Carvalho, o craque brasileiro analisa as possíveis linhas de remate e, sem balanço, coloca a bola magistralmente na baliza de Petr Cech, que é completamente surpreendido pelo improviso de Ronaldinho.
55. Finidi George (Ajax v Bayern, 1994/5)Em meados/fins da década de 90, o brasileiro Roberto Carlos, que era o lateral-esquerdo mais dominador da liga espanhola da altura, destacou aqueles que eram os extremos-direitos mais difíceis de enfrentar: um, era Luís Figo (Barcelona); o outro, Finidi George (Bétis). Antes de ingressar no Bétis, Finidi tinha sido protagonista da grande época do Ajax em 1994/5. Os holandeses sagraram-se campeões europeus e o nigeriano foi autor de um disparo fantástico na célebre 2.ª mão das meias-finais, frente ao Bayern. 5-2 foi o resultado final a favor do Ajax e, cerca de um mês depois, tanto Finidi como o seu colega de equipa Kanu viriam a entrar na história da principal competição internacional de clubes - apenas três futebolistas africanos haviam conquistado o título de campeões europeus antes dos dois nigerianos: Bruce Grobelaar (Zimbabué/Liverpool), Rabah Madjer (Argélia/Porto) e Abedi Pelé (Gana/Marselha).
54. Alessandro del Piero (Juventus v Real Madrid, 2002/3)Esta 2.ª mão das meias-finais de 2002/3 foi um jogo de considerável tristeza para Nedved, no qual viu um cartão amarelo que o impossibilitou de participar na final de Old Trafford contra o Milan. Contudo, até houve golos bastante bons neste desafio, sendo que um dos quais foi, sem dúvida, o de Del Piero, quando já estávamos perto do intervalo. Passo 1: dentro da grande área, o atacante italiano domina bem com o pé direito uma bola que vem da sua defesa e encara Fernando Hierro. Passo 2: executa uma simulação fantástica que desorienta Hierro e Salgado em simultâneo e, depois de desviar os dois defesas espanhóis, tem caminho aberto para rematar com força ao primeiro poste da baliza de Casillas.
53. David Beckham (Deportivo v Manchester United, 2001/2)Não foi um golo do meio-campo como aquele que apontou ao Wimbledon, mas também requereu bastante habilidade na execução. David Beckham, quase como se estivesse a marcar um livre directo com a bola em andamento, colocou a bola com precisão na baliza de Molina a cerca de 30 metros de distância.
52. Roy Makaay (Bayern v Ajax, 2004/5)Não vejam este golo em câmara lenta. Roy Makaay registou um hat-trick frente ao Ajax, na 2.ª jornada da fase de grupos de 2004/5 e o primeiro tento foi uma verdadeira pérola de ponta-de-lança. Hargreaves lança longo desde o meio-campo do Bayern, Makaay controla com o pé direito, ajeita com a coxa e não perde tempo a fuzilar Lobont. Tudo em corrida. Mais prático do que isto é quase impossível.
51. Frank Lampard (Barcelona v Chelsea, 2006/7)Quando Lampard, em 2004/5, marcou aquele golo ao Bayern em Stamford Bridge, foi através de um passe de Makelele. Em 2006/7, na fase de grupos, em Camp Nou, o francês, sensivelmente na mesma zona, volta a passar a bola a Lampard, que também está posicionado no mesmo sítio. Lampard engana o fora-de-jogo e o lance poderia ter sido muito parecido com aquele registado frente ao Bayern. Porém, desta vez, Lampard leva a bola até à linha de fundo e, quando nem Zambrotta nem Valdés esperam, remata levemente com um ângulo muitíssimo reduzido, fazendo a bola passar por cima do guarda-redes catalão. O factor surpresa valeu mais de 50% do golo.
VER PARTE II (#50 a #1)
» 2008-02-02