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Liga Portuguesa

V. Setúbal


O Vitória de Setúbal foi uma das equipas em que mais se notou a diferença de rendimento de 2007/08 para 2008/09. Depois de na temporada anterior Carlos Carvalhal ter conquistado a Taça da Liga e um 6.º lugar com consequente apuramento para a Taça UEFA, os sadinos terminaram a última época quase na zona de descida, com 26 pontos (menos 19 do que em 2007/08).

Tanto para Daúto Faquirá, como para o seu sucessor na viragem para a segunda volta, Carlos Cardoso, nunca seria fácil desenvolver um trabalho consistente num clube mergulhado em problemas financeiros e no qual durante muitos meses os jogadores, com salários em atraso, se sentiam abandonados pelos dirigentes. De qualquer modo, houve outros contratempos com peso considerável nos maus resultados dos setubalenses, como por exemplo as lesões do capitão Sandro e também de Bruno Moraes - o médio-defensivo parou em Janeiro e o avançado já tinha a época arruinada nos inícios de Outubro.

Como vimos, a excelente campanha na época anterior possibilitou uma presença na 1.ª eliminatória da Taça UEFA em 2008/09. O adversário sorteado foi o Heerenveen e os sadinos, depois de um 1-1 em Alvalade (casa emprestada), viajaram para a região holandesa da Frísia com algumas expetativas. Porém, o desfecho na 2.ª mão acabou por ser péssimo e saíram derrotados por 5-2.

Apesar de todos os problemas com que os jogadores se depararam ao longo desta época, destacam-se algumas notas positivas. No final da época anterior, Carlos Carvalhal rumou ao Asteras Tripolis e levou consigo o lateral-esquerdo Jorginho. Essa vaga, mesmo assim, ficou bem preenchida com a contratação de Aly Cissokho, um francês de perna longa, potência e que era muito difícil de ser travado sempre que embalava em direção à linha de fundo. Revelou alguns limites na marcação à zona, mas os seus pontos fortes destacaram-se de tal modo que o Porto o adquiriu no mercado de inverno.

O guarda-redes Pawel Kieszek, emprestado pelo Braga no inverno, foi uma das boas revelações na segunda volta e garantiu alguma qualidade na baliza. O médio-centro Paulo Regula mostrou técnica e visão de jogo, mas, além do golo de bicicleta que Anderson do Ó marcou no Estádio da Luz, talvez aquilo que mais gozo tenha dado aos sócios do Vitória nesta temporada tenha sido o desempenho de Bruno Gama. Foi, de longe, o melhor e mais regular jogador da equipa e aquele que, muitas vezes sozinho, conseguia criar perigo ao adversário em qualquer área do ataque, com mudanças de velocidade inteligentes e um bom pé direito. Encostado à direita, à esquerda, ou pelo meio, Bruno Gama jogou demasiado para a equipa onde estava inserido.

Classificação final: 14.º lugar.

Luís Catarino

» 2009-06-21
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