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Liga Portuguesa

Paços de Ferreira


O Paços de Ferreira terminou a temporada de forma bastante positiva e pode dizer-se que o início até podia indiciar o contrário. Paulo Sérgio entrou no Paços como sucessor de José Mota e os primeiros resultados foram absolutamente dececionantes. Nas primeiras sete jornadas, os Castores tinham conquistado apenas 2 pontos em 21 possíveis (nesse período defrontaram os três grandes e até empataram com o Sporting) e a paciência da direção e dos sócios em relação a Paulo Sérgio parecia estar esgotar-se. Ainda para mais, o técnico criticou duramente os jogadores após a derrota em Vila do Conde (6.ª jornada) e essas palavras, resultantes dos invariáveis erros defensivos cometidos em campo, provocou um certo mal-estar na relação entre Paulo Sérgio e os sócios do clube pacense.

Porém, Paulo Sérgio soube recuperar a concentração dos jogadores e, nas três jornadas seguintes àquela série de sete jogos sem vencer, o Paços ganhou duas partidas e empatou outra. A má notícia surgiu quando o ponta-de-lança William se lesionou com gravidade no joelho e foi obrigado a falhar a competição durante aproximadamente seis meses. William contraiu a lesão quando era o melhor marcador do campeonato (8 golos), tendo regressado apenas na última jornada, frente ao Trofense - curiosamente, foi ele quem marcou o golo da vitória nesse encontro.

A presença de William foi importante para uma equipa que ficara sem Wesley, autor de 11 golos na edição 2007/08 da Liga, mas há que destacar outros dois elementos no ataque dos Castores. Um deles é Rui Miguel, médio-ofensivo emprestado pelos polacos do Zaglebie Lubin com vocação para desempenhar várias posições, inclusivamente atuando como unidade mais adiantada. Porém, é mesmo como médio-ofensivo, atrás dos avançados, que Rui Miguel melhor joga, uma vez que aparece muito bem na zona de finalização e tem qualidade técnica para fazer mexer a equipa. O outro atacante de relevo é Cristiano, um extremo de drible fácil, muito ativo e difícil de ser travado por ser tão imprevisível. Os extremos Leandro Tatu e Edson estiveram mais discretos, enquanto os avançados-centro André Pinto e Guedes passaram muito tempo lesionados. No meio-campo, sentiu-se a falta do melhor Paulo Sousa. O influente médio-defensivo não esteve na sua forma ideal e por vezes foi o angolano Dedé, mais musculado, que também ajudou a garantir estabilidade no centro do meio-campo. Pedrinha manteve a habitual qualidade técnica a comandar a linha média e o brasileiro Ferreira também merece uma nota pelas suas enérgicas exibições, especialmente na condição de suplente utilizado. Atuou melhor no meio-campo do que na defesa.

Depois de alguns (maus) jogos como defesa-direito adaptado, Danielson, que foi uma das aquisições de inverno (emprestado pelo Khimki), fixou-se no centro da defesa ao lado de Kelly Berville e a equipa ganhou segurança na defesa. Nas laterais estavam Ricardo (central desviado para a direita) e Jorginho, outra transferência de inverno (Asteras Tripolis). Foi com este alinhamento defensivo que o Paços obteve melhores desempenhos, fundamentalmente a partir da 22.ª jornada (13 de Março), a noite da vitória por 4-0 ao Leixões que iniciou uma série de cinco jogos consecutivos sem perder (VEEVE) e com apenas dois golos sofridos. Os pacenses foram finalistas vencidos na Taça de Portugal e por essa razão irão disputar a Liga Europa 2009/10 e também a Supertaça frente ao Porto.

Classificação final: 10.º lugar.

Luís Catarino

» 2009-06-10
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