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Falcao? Falcón? Falcão?


Em 1980, a liga italiana reabria as portas a novos futebolistas estrangeiros, quebrando um protecionismo de 14 anos. A Juventus adquiria o irlandês Brady, a Fiorentina investia no argentino Bertoni, a Inter apostava no austríaco Prohaska, o Nápoles comprava o holandês Krol e até Juary, o brasileiro que anos mais tarde viria a atuar nos dragões, passava a alinhar pelo Avellino.

Na mesma altura, Dino Viola, presidente da Roma, pagava 1.5M de dólares ao Internacional de Porto Alegre por Paulo Roberto Falcão, um génio brasileiro que se juntaria a Ancelotti, Di Bartolomei, Conti e Pruzzo nos giallorossi comandados por Liedholm.

A verdade é que para Falcão foi bastante mais fácil chegar e jogar futebol do que fazer com que os tifosi romanisti pronunciassem corretamente o seu nome. Parecia um tormento para quem não estava familiarizado com o til. Falcao? Falcón? Esta era já a questão da moda na Cidade Eterna, mas o “Divino”, aos microfones da imprensa italiana, esclareceu: “O meu nome pronuncia-se Falcão, mas, uma vez que aqui em Roma os adeptos me chamam Falcao, então fica Falcao”.

Hoje, o público português, perante a recente contratação do FC Porto, vive um dilema semelhante: Radamel Falcao ou Radamel Falcão? Não admira. Ao escolher o seu nome, o pai do colombiano quis justamente homenagear o brasileiro. A bola está, agora, nos pés de Radamel.

LC

» 2009-07-13
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