Euro 2008
Alemanha

Não só pela proximidade geográfica com os países organizadores, mas também pela qualidade de jogo demonstrada, a Alemanha está incluída no lote de favoritos para a vitória final no Euro 2008. Além disso, existe a inevitável questão do palmarés, pois os germânicos são aqueles que mais vezes (3) conquistaram a taça Henri Delaunay: a RFA venceu em 1972 e 1980 e, já depois da queda do Muro de Berlim, a Alemanha reunificada triunfou na final de 1996, com dois golos de Bierhoff, o actual director desportivo da Nationalmannschaft.
Com 35 golos marcados, a selecção de Joachim Löw foi a mais concretizadora na fase de qualificação, sendo que 19 desses 35 foram contra o frágil conjunto de São Marino. Mas a verdade é que Löw conta com vários atacantes bastante categorizados. Da energia do jovem esquerdino Podolski à presença sempre marcante de Kuranyi ou de Klose (melhor marcador da selecção em actividade), há também que destacar Gómez, possante avançado do Estugarda com notável capacidade de finalização e que foi eleito melhor jogador alemão de 2007.
Schneider lesionou-se e Hitzlsperger deverá ser o seu substituto no onze. Os alemães apresentam um bloco com linhas muito compactas, de fácil elasticidade e em que é visível a entreajuda entre todos os jogadores, inclusivamente nos mais irreverentes, como Schweinsteiger. O principal ponto fraco situa-se na baliza, pois Lehmann, o guarda-redes titular da selecção, não joga com regularidade no Arsenal e isso pode implicar mais erros da sua parte.
A figura: Michael Ballack, Médio, 31 anosÉ o líder natural da selecção alemã e por isso herdou a braçadeira de capitão que pertencia a Oliver Kahn. Tem um claro ascendente sobre os colegas e, apesar de já contar com 31 anos, ainda conserva alguns atributos essenciais para garantir bons lançamentos e qualidade na circulação. Além disso, é um médio com poder físico e que também ajuda na recuperação da posse de bola. Com 35 golos, o playmaker Michael Ballack é o 8.º melhor marcador de sempre da selecção.
O seleccionador: Joachim Löw, 48 anosPerspicaz do ponto de vista táctico, é um dos principais responsáveis pela óptima renovação e qualidade de jogo da selecção alemã. Embora em 1998 já tivesse chegado a uma final da Taça das Taças como treinador do Estugarda, Joachim Löw, que também passou por clubes turcos e austríacos, ganhou mais notoriedade como adjunto de Klinsmann na selecção. Depois de Otto Nerz (1923) e Erich Ribbeck (1998), ‘Jogi’ é o terceiro seleccionador alemão que assumiu o cargo sem nunca ter sido internacional-A.
A jogada:Em Inglaterra, quando actuava no Aston Villa, Thomas Hitzlsperger ganhou a alcunha de ‘Hammer’ (Martelo). É fácil perceber o motivo. Os seus famosos “estoiros” de fora de área, com o pé esquerdo, são capazes de destruir as balizas dos adversários. Se o deixarem preparar o remate…
Luís Catarino(trabalho publicado no Guia Euro 2008 do Diário de Notícias, 19/5/2008)
» 2008-06-07