PESQUISA:
Primeiro Toque logotipo
Lyon

A fuga de Benzema


Os lances de bola parada são jogos dentro do próprio jogo. Comportam uma dimensão muito singular, pois ali já não há sistemas, nem modelos tácticos. Tudo se cinge ao estudo e treino pormenorizado de movimentos curtos de desmarcação que exploram as características físicas e técnicas de cada jogador.

A quatro minutos do final do Lyon v Fiorentina, sentiu-se o pavor do guarda-redes viola, Sébastien Frey. O brasileiro Juninho Pernambucano, um dos melhores especialistas do mundo a cobrar bolas paradas, tinha a possibilidade de igualar o resultado com um livre directo a 30 metros de distância da baliza da Fiorentina. Abordou o lance como se fosse rematar à baliza, ainda que, para criar alguma dúvida nos italianos, também estivesse presente o esquerdino Kim Källström, como opção para o remate em força ou para cruzar para o interior da grande área (quatro/cinco jogadores para corresponder).

Contudo, a equipa italiana foi completamente surpreendida, pois nem Juninho nem Källström fizeram aquilo que se esperava. Se tiverem prestado atenção, repararam que havia um jogador do Lyon encostado à barreira da Fiorentina (constituída por quatro homens). Vulgarmente, esta estratégia é utilizada para perturbar a visão dos guarda-redes adversários e só no momento em que o marcador do livre vai bater a bola é que esse jogador próximo da barreira se esquiva. Neste caso, o tal jogador era Karim Benzema, que, para espanto dos italianos, foge rapidamente por trás da barreira para o espaço vazio e remata para golo na sequência do inesperado passe rasteiro de Juninho. Mais prático é impossível.


Luís Catarino

» 2008-09-20
PRIMEIRO TOQUE © 2007
CONTACTOS semmais.com